terça-feira, 21 de julho de 2015

Como estão suas relações interpessoais?



            O homem como ser social - o homem que precisa do outro para se desenvolver – relações são essenciais para o nosso ser. Sartre desenvolveu a “teoria dos outros” em sua principal obra filosófica, O ser e o nada, e em sua peça Entre quatro paredes. A idéia que Sartre tem sobre os relacionamentos diferencia da idéia do Heidegger. Ambos consideram os humanos como seres fundamentalmente sociais, porém Heidegger destaca o senso de conexão que as pessoas experimentam. Em contrapartida, Sartre enfatiza o modo como os outros costumam nos irritar e atrapalhar e afirma que as relações existentes entre os indivíduos são basicamente de “conflito”.
            A razão pela qual as pessoas despertam em nós sentimentos negativos é que elas representam obstáculos potenciais à nossa liberdade. Outra razão, proposta por Sartre, razão pela qual os outros despertam nossos sentimentos negativos tem a ver com o fato de nos converterem em objetos. Ser um objeto é perturbador, porque, quando uma pessoa sabe que é uma coisa concreta, sua liberdade de ser ou fazer é limitada, e uma característica da consciência humana é resistir a qualquer tipo de confinamento não escolhido.  
            Retirar a liberdade das pessoas, as fazerem agir como eu quero – uma posição narcísica/jogos de poder. Jogos de poder são técnicas empregadas para se levar as pessoas a fazer o que não desejam fazer. Berne diz que os jogos de poder são para obter afagos/caricias, pois pelo fato de terem pouca oferta e muita procura, as pessoas jogam. Mas há outros fatores como: dinheiro, cargos, relacionamentos, e etc. Quando há jogo de poder há somente um ganhador(a).
            Há dois tipos de jogadores – quem está por cima, quem está por baixo. Os primeiros utilizam: tudo ou nada (pegar ou largar), intimidação, inibidores de pensamentos, ameaças, são alguns exemplos destes jogadores. Os segundos utilizam o “poder da passividade” – fingimento, gerar culpa no outro, são exemplos destes jogadores.
            Nas relações patrão – subordinado (nomenclatura muito utilizada por corporações para determinar o inferior como escravo), casais heterossexuais (a mulher submissa ao homem), Estado – cidadão, e etc. É normal que haja jogos de poder em certos momentos nas relações. O problema é quando os jogos são freqüentes. Nenhuma relação será produtiva se os jogos são rotinas, ou melhor, se é visceral na relação.
            É preciso identificar os jogos, é preciso que tenha mudança de consciência e entender que na vida a competição só traz injustiças às pessoas e à sociedade. Ter liberdade é sentir-se livre, livre de jogos. Trabalhe a cooperação, pois nela todos ganham. Por fim, lembre-se, ganhar, as vezes é abrir mão de ganhar.



Referencia Bibliográfica - Steiner, Claude. Os papeis que vivemos na vida.  
                                       Henry Jacoby - House e a Filosofia - Todo mundo Mente. 

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Algumas dicas para reduzir o estresse.


 
            O mundo coorporativo, os avanços tecnológicos, mídia (é um inferno), trânsito transformaram a vida mais agitada e angustiante. Disse Freud que o único modo de sermos felizes é retroceder a era primitiva (Mal estar na civilização), pois os nossos instintos seriam saciados. Mas como não vamos retroceder (apesar de que algumas pessoas viverem como animais selvagens, outras piores) vamos enfrentar essas coisas! Vão umas dicas aí.
            Vale lembrar que o nosso organismo não sabe distinguir entre uma situação ameaçadora real da imaginaria. Então, garotinho (a), reflita o que lhe causa estresse. É o trabalho chato, patrão chato, é o curso que está fazendo para agradar alguém, é o namoro que não anda bem, é o casamento, é a família? Pense.
            Outra questão é mudar alguns hábitos. Ter uma vida mais saudável. Parte mais difícil. Uma cerveja litro custa em média de 6 reais, um suco natural 10 reais. É estranho. É mais barato não ser saudável, mas vamos lá.
            Alimentação: Evitar alimentos que contém muita cafeína, álcool, energéticos, abusar do café, frituras. Consuma frutas, legumes, castanhas, suco natural, pão integral, peixes, rhodiola (suplemento fitoterápico).
             Mudanças no estilo de vida: Pare de fumar, assista bons filmes, leia bons livros, saia com seus amigos para lugares agradáveis, namore, faça sexo, medite, faça exercícios regulares (mas com um aval médico), ouça boas musicas.
            Por fim, é necessário haver um equilíbrio entre a vida agitada e a vida serena. A escolha é sua. Eu prefiro levar uma vida na tranqüilidade, e você?   

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Você sabia que o estresse pode atrapalhar os “resultados” da sua malhação?



            Segundo Wikipédia o estresse pode ser definido como  a soma de respostas físicas e mentais causadas por determinados estímulos externos (estressores) e que permitem ao indivíduo  superar determinadas exigências do meio-ambiente.
            Quando estamos diante a uma situação estressante o nosso organismo aumenta a produção de cortisol, mas com a permanência do estimulo a glândula (glândula adrenais) se dessensibiliza e a produção de cortisol começa a diminuir. O cortisol é um hormônio importante quando está em quantidades normais, pois deixa nosso organismo preparado para situações de perigo. "Ele ajuda a manter a pressão e diminui a queima calórica para poupar energia em caso de risco", explica a endocrinologista Rascovsk. O problema é que o nosso organismo não sabe distinguir entre uma situação ameaçadora real da imaginaria. 
            Quando o nível de cortisol está baixo no nosso organismo podemos ter dores, inflamações, imunodepressão (diminuição das defesas do organismo), depressão, fraqueza e desejo repentino de comer doces (carboidratos). Quando o nível de cortisol está alto podemos ter destruição do músculo, alteração no metabolismo, acumulação, de gordura, stress crônico, aumento da pressão arterial, sudorese (nas palmas da mão, axilas e pés), insônia, alteração no humor, diminuição da memória, favorece obesidade na região abdominal, surgimento de osteoporose, imunodepressão (diminui as defesas do organismo).
            Pessoas que estão com o nível de cortisol alto não podem fazer exercícios que exigem muito o sistema cardiorrespiratório, pois esses aumentam a pressão arterial, como está alta por causa do estresse, o exercício pode causar um AVC, por exemplo. Por isso a importância fazer uma avaliação médica antes de começar um exercício físico.
            Por fim, se os resultados não estão aparecendo pode ser o estresse. Portanto para ter uma vida saudável é ter um equilíbrio mental e físico. Meditar, ter uma boa noite de sono, mudar a alimentação, são alguns hábitos que auxiliam na diminuição do estresse.    

terça-feira, 9 de junho de 2015

Um pouco sobre Reiki





 
O que é Reiki? 
        
            A prática do Reiki é enquadrada no vitalismo, criada em 1922 pelo monge budista japonês Mikao Usui. Tem por base a crença na existência da energia vital universal "Ki" (a versão japonesa do conceito chinês "Qi" (ou "Chi"), manipulável através da imposição de mãos. Através desta técnica, é possível canalizar a energia universal, a fim de restabelecer um equilíbrio natural, não só espiritual, mas também emocional e físico. O Reiki é uma energia de amor. Toda energia de amor é uma energia de cura, se você acredita que podemos usar nosso potencial para melhorar nosso ser e nossa humanidade, siga o caminho do Reiki, pois você terá recursos para iluminar sua vida e a de todos.

O que o Reiki pode fazer na minha vida?

·         Relaxamento profundo, diminuição de tensões, ansiedade e stress;
·         Reiki pode trazer-lhe uma clareza espiritual que antes não sentia;
·         Reiki oferece-lhe uma sensação de alívio emocional durante o tratamento e até prolongando-se após a aplicação. O Reiki ajuda no processo de libertação das emoções;
·         Reforço de outros tratamentos (médicos e psicoterápicos) e diminuição dos efeitos negativos dos medicamentos;
·         Contribui para o bem-estar global e paz interior;
·         Promove a auto-estima;
·         Expande a consciência pessoal;
·         Desenvolve a intuição;
·         Ajuda o crescimento espiritual.

Reiki poderá intervir em minhas prescrições e tratamentos médicos?

NAO. A técnica Reiki pode, facilmente e com êxito, ser combinada com terapias médicas e pode ser usada com benefícios positivos, antes e após uma cirurgia, por reikianos com o Nível 1; os reikianos com o Nível 2 de Reiki ou mais, podem usá-lo, inclusive, durante a cirurgia, quando o paciente estiver sob os efeitos de anestesia. Muitos médicos fizeram treinamento de Reiki e concordam que Reiki estimula o processo de cura natural. Além do mais, Reiki pode ser usado em combinação com exercício, nutrição e outras técnicas e medicamentos. Resumindo, NÃO SE DEVE SUBSTITUIR os tratamentos médicos pelo Reiki. O Reiki deve ser usado como “remédio” coadjuvante.

Há provas cientificas que comprovem a eficácia do Reiki?

Sim.
 
Os princípios do Reiki – Mikao Usui

·         Só por hoje não te preocupes;
·         Só por hoje não tenhas raiva;
·         Honra teus pais, professores e os mais velhos;
·         Ganha a tua vida honestamente;
·         Demonstra gratidão a tudo que é vivo;


"O amor  transforma, ilumina e cura - Mikao Usi"



*Fui iniciado pela Mestre em Reiki pelos sistemas Usui e Tibetano Cris Boog. Caso queiram receber Reiki, entrem em contato - no meu site há os telefones - atento em Itumbiara - GO.

http://silasma0.wix.com/silasalmeida





         


segunda-feira, 11 de maio de 2015

O que todo ser humano precisa?

      "Era uma vez um rei que queria saber qual seria a linguagem natural falada pelos seres humanos quando não influenciados pela linguagem que falavam os outros.
      Então, separou um grupo de recém nascidos e confinou-os em um lugar onde tivessem os cuidados necessários à sobrevivência, mas não tivessem contato com as outras pessoas.
       Sabe o que aconteceu com essas crianças? Morreram. Morreram por falta de estímulos, ou por falta de Carícias."
     Carícias (reconhecimento do outro) são necessários à vida. Imaginem quantas crianças não são reconhecidas pelos próprios pais/família? Quantas esposas(os) não são reconhecidos pelo o outro(a)? Quantos funcionários não são reconhecidos pelas empresas? 
       Como nos sentimos? Como o cão abandonado - com medo, às vezes violento, isolado das pessoas, com raiva, ódio, ficamos mal humorados, vazio, etc.
        Como se recuperar da falta de caricias? Óbvio. Recebendo carícias.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Como viver uma vida sem amor



            Era uma vez, há muito tempo, um casal feliz que tinha dois filhos, um menino e uma menina. Naquela época, quando as pessoas nasciam, recebiam um saquinho cheio de carinhos. Por isso, todos tinham seu próprio recipiente de carinhos ao longo da vida.
           Sempre que a pessoa punha a mão no saquinho, podia tirar um Carinho Quente. Eles faziam as pessoas se sentirem felizes e protegidas, cheias de aconchego. Quem não recebia Carinhos Quentes se expunha ao perigo de pegar uma doença nas costas que fazia murchar e morrer.
           Era fácil receber Carinhos Quentes. Sempre que alguém queria, bastava ped-los. Colocando-se a mão no saquinho, aparecia um carinho do tamanho da mão de uma criança. Ao vir à luz, o Carinho expandia-se e transformava-se num grande Carinho Quente, que podia ser colocado no ombro, na cabeça, no colo. Então, misturava-se com a pele e a pessoa se sentia feliz.
            As pessoas viviam pedindo Carinhos Quentes umas às outras e nunca havia problemas para consegui-los, pois eram gratuitos. Por isso todos eram felizes e cheios de carinhos, na maior parte do tempo.
            Um dia, uma bruxa má percebeu que, sendo felizes, as pessoas não compravam as poções mágicas que ela vendia. Então, inventou um plano malvado. Certa manhã, chegou perto do homem, enquanto sua esposa brincava com sua filha, e cochilou no ouvido dele: “Olhe os carinhos que sua mulher está dando à sua filha. Se continuar assim, ela vai consumir todos os carinhos e não sobrará nenhuma para você” O marido ficou surpreso: “Quer dizer então que não é sempre que existe um Carinho Quente no saquinho?” A bruxa respondeu: “Exatamente. Eles podem acabar, e você não os ganhará mais”. Disse isso e foi embora, montada em sua vassoura, gargalhando muito.
            O marido ficou preocupado. Começou a reparar nos Carinhos Quentes que sua esposa dava às outras pessoas, pois temia perdê-los. E foi se queixar à esposa, de quem gostava muito. Ao mesmo tempo, resolveu parar de dar carinhos aos outros, reservando-os só para ela.
            As crianças perceberam e passaram também a economizar carinhos, pois entenderam que era errado andar distribuindo Carinhos Quentes por aí. E todos foram ficando cada vez mais mesquinhos.
            O resultado apareceu logo: as pessoas do lugar começaram a se sentir menos aconchegados. Cada vez mais gente ia à bruxa para adquirir ungüentos e poções. Algumas pessoas chegaram até a morrer por falta de Carinhos Quentes. Mas a bruxa não queria realmente que as pessoas morressem, porque, se isso acontecesse, deixariam de comprar as poções. Então, inventou um novo plano: todos ganhariam um saquinho muito parecido com o dos Carinhos Quentes, só que conteria Espinhos Frios. Os Espinhos Frios eram gratuitos e ilimitados, faziam as pessoas se sentirem frias e espetadas, mas evitavam que murchassem.
            Daí para frente, sempre que uma pessoa dizia: “Eu quero um Carinho Quente”, aqueles que tinham medo de diminuir seu suprimento respondiam: “Não posso dar-lhe um Carinho Quente, mas, se você quiser, cedo-lhe um Espinho Frio”.
            Com isso, os Carinhos Quentes foram ficando cada vez mais raros e valiosos. As pessoas tentavam de tudo para consegui-los.
            Antes do plano da bruxa, as pessoas costumavam reunir-se em grupos de três, quatro, cinco, sem se preocupar com quem estava dando carinho para quem. Depois que a bruxa apareceu, elas começaram a se juntar aos pares e a reservar seus Carinhos Quentes exclusivamente para seus parceiros. Quando se esqueciam e davam um Carinho Quente para outra pessoa, logo se sentiam culpadas. Quem não conseguia encontrar um parceiro generoso precisava trabalhar muito para comprar carinhos.
            Algumas pessoas tornavam-se simpáticas e recebiam muitos Carinhos Quentes sem ter de retribuí-los. Então, passavam a vendê-los aos que precisavam. Outras pegavam os Espinhos Frios, cobriam com uma cobertura branquinha e estufada, fazendo-os passar por Carinhos Quentes. Eram, na verdade, carinhos falsos, de plásticos, que causavam novas dificuldades. Por exemplo, duas pessoas juntavam-se e trocavam entre si, livremente, seus Carinhos Plásticos. Sentiam-se felizes durante alguns momentos, mas logo em seguida o bem-estar acabava. Como pensavam estar trocando Carinhos Quentes, ficavam confusas.
             A situação foi se tornando cada vez mais grave. Até que um dia uma mulher especial chegou ao lugar. Ela nunca tinha ouvido falar da bruxa e não se preocupava com o fim dos Carinhos Quentes. Entregava-os de graça, mesmo quando não eram pedidos. As pessoas do lugar reprovaram a atitude da mulher, pois achavam que ela transmitia às crianças a noção errada de que não deviam se preocupar com a possibilidade de os carinhos acabarem. Chamavam a mulher de Pessoa Especial.
            As crianças gostavam muito da Pessoa Especial, porque se sentiam bem em sua presença, e passaram a dar Carinhos Quentes sempre que tinham vontade.
            Os adultos ficaram muito preocupados e decidiram impor uma lei para proteger as crianças do desperdício dos Carinhos Quentes. A lei dizia que era crime distribuir Carinhos Quentes sem uma licença. Muitas crianças, porém, continuavam a trocar Carinhos Quentes sempre que tinham vontade ou quando alguém os pedia. Como existiam muitas crianças no lugar, parecia que elas prosseguiriam seu caminho.
          Algumas daquelas crianças cresceram e, quando adultas, ainda continuaram espalhando Carinhos Quentes de graça, Mas algumas não
            Aquelas crianças que cresceram se tornaram eu e você. Às vezes, agora como adultos, ainda nos lembramos de como é bom dar e receber Carinhos Quentes, mas às vezes ainda pensamos na lei da bruxa e acreditamos que ela ainda esteja em vigor. Será que você tem medo da bruxa? Ou já é uma Pessoa Especial?





*Adaptado do texto original de Claude Steiner.         

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Qual o tamanho do seu apetite por caricia/afeto?





“O abraço nos faz lembrar quem somos – Whitacker”


“Todo ser humano nasce com a capacidade de procurar aquilo de que precisa. Isso é verdade tanto para coisas concretas, como alimentos quanto para coisas abstratas, como estímulos afetivos (caricias). Com o tempo, muitas pessoas perdem a capacidade de buscar.
            Em lugares onde não há assistência medica, a criança quando está com anemia come terra. E ela não come qualquer terra, mas leva à boca apenas, a que tem ferro, que é do que ela precisa. Quando o pai vê o filho fazendo isso, já deduz que ele está com lombrigas, pois é um verme que costuma consumir o ferro do organismo.
            Você já deve ter ouvido sua mãe ou avó falar que no interior as mulheres grávidas comiam casca ou pintura da parede. O feto consome muito cálcio do organismo da mãe e, no interior, em geral, as casas eram caiadas, ou seja, pintadas com cal e ricas em cálcio.”
            Mas o que é caricia? “É a unidade do reconhecimento humano. As pessoas demonstram que se reconhecem, que se importam umas com as outras, por intermédio da troca de caricias. Caricias são vitais. São estímulos necessários à vida.”
            Todos os seres humanos necessitam de caricias/afetos para sobreviver. Quando não recebemos caricias agimos de tal forma para conseguir o estimo - como: isolando das pessoas, criando barreiras para não se envolver com o outro(a); arrumando brigas/discussões, ficando doentes sem estar (hipocondria), sendo o pior aluno(a) da escola (o bagunceiro), sendo inseguro em tudo, estando sempre alegre (infeliz ou zangado(a)), medo da solidão, e etc. Fazemos tudo isso e/ou mais quando estamos carentes de caricias.
            Então, qual o tamanho do seu apetite por caricia/afeto? O tempo não cura a sua carência afetiva, mas um abraço, sim.