O
homem como ser social - o homem que precisa do outro para se desenvolver – relações
são essenciais para o nosso ser. Sartre desenvolveu a “teoria dos outros” em sua principal obra filosófica, O ser e o nada, e em sua peça Entre quatro paredes. A idéia que Sartre
tem sobre os relacionamentos diferencia da idéia do Heidegger. Ambos consideram
os humanos como seres fundamentalmente sociais, porém Heidegger destaca o senso
de conexão que as pessoas experimentam. Em contrapartida, Sartre enfatiza o
modo como os outros costumam nos irritar e atrapalhar e afirma que as relações
existentes entre os indivíduos são basicamente de “conflito”.
A
razão pela qual as pessoas despertam em nós sentimentos negativos é que elas
representam obstáculos potenciais à nossa liberdade. Outra razão, proposta por
Sartre, razão pela qual os outros despertam nossos sentimentos negativos tem a
ver com o fato de nos converterem em objetos. Ser um objeto é perturbador, porque, quando uma
pessoa sabe que é uma coisa concreta, sua liberdade de ser ou fazer é limitada,
e uma característica da consciência humana é resistir a qualquer tipo de
confinamento não escolhido.
Retirar
a liberdade das pessoas, as fazerem agir como eu quero – uma posição narcísica/jogos
de poder. Jogos de poder são técnicas
empregadas para se levar as pessoas a fazer o que não desejam fazer. Berne
diz que os jogos de poder são para obter afagos/caricias, pois pelo fato de terem pouca oferta e muita procura,
as pessoas jogam. Mas há outros fatores como: dinheiro, cargos,
relacionamentos, e etc. Quando há jogo de poder há somente um ganhador(a).
Há
dois tipos de jogadores – quem está por cima, quem está por baixo. Os primeiros
utilizam: tudo ou nada (pegar ou largar), intimidação, inibidores de
pensamentos, ameaças, são alguns exemplos destes jogadores. Os segundos
utilizam o “poder da passividade” – fingimento, gerar culpa no outro, são
exemplos destes jogadores.
Nas
relações patrão – subordinado (nomenclatura muito utilizada por corporações
para determinar o inferior como escravo), casais heterossexuais (a mulher
submissa ao homem), Estado – cidadão, e etc. É normal que haja jogos de poder
em certos momentos nas relações. O problema é quando os jogos são freqüentes. Nenhuma
relação será produtiva se os jogos são rotinas, ou melhor, se é visceral na
relação.
É
preciso identificar os jogos, é preciso que tenha mudança de consciência e
entender que na vida a competição só traz injustiças às pessoas e à sociedade.
Ter liberdade é sentir-se livre, livre de jogos. Trabalhe a cooperação, pois
nela todos ganham. Por fim, lembre-se, ganhar, as vezes é abrir mão de ganhar.
Referencia Bibliográfica - Steiner, Claude. Os papeis que vivemos na vida.
Henry Jacoby - House e a Filosofia - Todo mundo Mente.
Referencia Bibliográfica - Steiner, Claude. Os papeis que vivemos na vida.
Henry Jacoby - House e a Filosofia - Todo mundo Mente.

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