“O abraço nos faz lembrar quem
somos – Whitacker”
“Todo ser humano nasce com a capacidade de procurar aquilo de que
precisa. Isso é verdade tanto para coisas concretas, como alimentos quanto para
coisas abstratas, como estímulos afetivos (caricias). Com o tempo, muitas pessoas perdem a capacidade de buscar.
Em lugares onde não há
assistência medica, a criança quando está com anemia come terra. E ela não come
qualquer terra, mas leva à boca apenas, a que tem ferro, que é do que ela
precisa. Quando o pai vê o filho fazendo isso, já deduz que ele está com
lombrigas, pois é um verme que costuma consumir o ferro do organismo.
Você já deve ter
ouvido sua mãe ou avó falar que no interior as mulheres grávidas comiam casca
ou pintura da parede. O feto consome muito cálcio do organismo da mãe e, no
interior, em geral, as casas eram caiadas, ou seja, pintadas com cal e ricas em
cálcio.”
Mas
o que é caricia? “É a unidade do reconhecimento humano. As pessoas demonstram
que se reconhecem, que se importam umas com as outras, por intermédio da troca
de caricias. Caricias são vitais. São estímulos necessários à vida.”
Todos
os seres humanos necessitam de caricias/afetos para sobreviver. Quando não recebemos caricias agimos de tal forma para conseguir o estimo - como: isolando das pessoas, criando barreiras para não se envolver com o
outro(a); arrumando brigas/discussões, ficando doentes sem estar (hipocondria),
sendo o pior aluno(a) da escola (o bagunceiro), sendo
inseguro em tudo, estando sempre alegre (infeliz ou zangado(a)), medo da
solidão, e etc. Fazemos tudo isso e/ou mais quando estamos carentes de caricias.
Então,
qual o tamanho do seu apetite por caricia/afeto? O tempo não cura a sua carência afetiva, mas um abraço, sim.
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