quarta-feira, 15 de abril de 2015

Você é livre?


Feliz realmente é aquele que consegue satisfazer os desejos do seu coração. Mas quando não o consegue, o que então experimenta é a dor, como quando se é ferido por uma flecha. Aquele que se acautela contra os prazeres dos sentidos, assim como faria para não pisar numa cobra, como fruto mesmo da permanente vigilância, evita o perigo dos desejos que possam ter conseqüências indesejáveis. Quem está sempre dominado pelos ardentes desejos de posse, terrenos, fazendas, ouro, gado, criados, mulheres, parentes, etc., será finalmente derrotado pelos problemas e soçobrará, assim como o barco fendido quando invadido pelas águas.Permanecei vós, portanto, sempre em vigilância, evitando os prazeres dos sentidos e libertando-vos do desejo.Aliviando, pois, o barco de toda carga inútil, atravessai então a correnteza e atingi a segurança da outra margem – Nirvana”. (Sutta Nipata, coleção Atthaka.)
             Segundo a filosofia oriental, o desejo com o apego é a chave para infelicidade. Desejar é inerente ao homem. Desejamos comida, sexo, casa, relacionamentos saudáveis, bons empregos, saúde, estética e etc, O desejar é o combustível do nosso mover, porém o apego é o combustível da infelicidade. Para Buda, o “sofrimento é causado pelo apego ao desejo e ao intenso ‘querer’ do ser humano, a sede de prazeres físicos, uma ânsia que nunca pode ser plenamente saciada e que, portanto, sempre irá provocar um sentimento de desprazer.”
            O apego nos deixa um escravo. Escravo do prazer, escravo do dinheiro, escravo do que virá... Sou escravo ou sou uma pessoa livre?
          

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